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Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã rejeita abrir o Estreito de Ormuz

Teerã afirna que não abrirá o Estreito de Ormuz até que os EUA cumpram condições

Após os Estados Unidos se recusarem a ‘corrigir seu rumo’, o Irã decidiu manter fechado o Estreito de Ormuz e estabeleceu condições para uma eventual reabertura, entre elas o fim das ameaças contra o país, afirmou Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (SNSC), órgão responsável pelas principais decisões de segurança do país.Play Video

“O Estreito de Ormuz não será aberto até que os EUA corrijam seu rumo e parem de ameaçar a República Islâmica”, afirmou Zolghadr, de acordo com declarações divulgadas pelo canal PressTV neste domingo (9).

Mais cedo, no sábado (8), o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que os Estados Unidos haviam alcançado “algum” progresso nas negociações com o Irã nos últimos dias.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo que as negociações não podem ser retomadas até que os Estados Unidos deixem de violar o memorando sobre a cessação das hostilidades, assinado anteriormente no Paquistão, e adotem medidas para compensar os danos causados por essas violações, de acordo com a PressTV.

Teerã afirmou no sábado que um acordo inicial firmado com Omã pela reabertura do Estreito de Ormuz não seria suficiente para liberar a via navegável, uma vez que entendimento ainda precisava ser aprovado pelo Conselho do SNSC.

O secretário do SNSC afirmou em uma mensagem divulgada no sábado que havia seis condições principais que o Irã considera fundamentais para a reabertura do Estreito. As condições incluem:

  • Que os Estados Unidos se abstenham de ameaçar ou insultar as crenças sagradas da nação iraniana;
  • Que ponham fim permanente à agressão contra o Irã e seus aliados regionais;
  • Que suspendam o bloqueio naval e todas as sanções contra o país;
  • Que devolvam seus ativos congelados; e paguem uma indenização pelos danos decorrentes da agressão.

Um acordo final sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz é considerado crucial para um tratado ainda mais amplo, que ponha fim à guerra, iniciado com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro. O conflito ganhou projeção regional, e diversos países passaram a ser alvos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em 1º de agosto que havia cancelado os ataques contra o Irã diante do acordo em negociação, que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e conversas sobre o programa nuclear iraniano. Ao mesmo tempo, o bloqueio naval dos EUA contra o Irã continua e os ataques regionais se multiplicam.

Na última terça-feira (4), a agência de notícias Fars informou que as negociações entre o Irã e Omã sobre a situação do Estreito de Ormuz já teriam alcançado um resultado há muito tempo, não fosse a intervenção dos Estados Unidos e de seus aliados na região.

Na última quarta-feira (5), uma fonte afirmou à emissora IRIB que, se os ataques dos Estados Unidos continuarem, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado mesmo que um acordo seja alcançado entre Teerã e Mascate.

O Irã reforçou seu controle sobre o estreito em 28 de fevereiro, impedindo a passagem segura de embarcações pertencentes a Israel e aos Estados Unidos ou a eles afiliadas, após os ataques conjuntos dos dois países contra o território iraniano.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, causando danos e vítimas civis e matando o líder supremo Ali Khamenei.

Por Brasil 247

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