Agronegócio cria 30,5 mil empregos formais em junho, impulsionado por laranja e café
O agronegócio brasileiro criou 30.518 empregos formais em junho de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em dados do Novo Caged. Foram 243.575 admissões e 213.057 demissões. Apesar do saldo positivo, o resultado ficou abaixo das 38.005 vagas criadas no mesmo mês de 2025.
Entre os 4.715 municípios com movimentação no mercado de trabalho do agro, 2.330 registraram aumento do emprego. Matão (SP) liderou a geração de vagas, com 2.722 postos, seguido por Bebedouro (SP), com 1.345, e União (PI), com 1.123.
Laranja e café lideram
O cultivo de laranja foi responsável pelo maior saldo em junho, com 5.397 vagas em 298 municípios. O cultivo de café veio em seguida, com 4.630 postos em 464 cidades. Serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita somaram 3.483 vagas, enquanto a soja gerou 2.892.
No acumulado de 2026, o café lidera, com 29.203 empregos, seguido pela fabricação de álcool, com 11.910, e pelo abate de aves, com 10.888.
Sudeste concentra vagas
O Sudeste respondeu por 62% dos empregos criados pelo agro em junho, com 18.894 postos. Minas Gerais liderou entre os estados, com 12.158 vagas, principalmente no cultivo de café. São Paulo ficou em segundo, com 9.830, impulsionado pela produção de laranja.
O Centro-Oeste criou 8.267 vagas, o Nordeste 5.973 e o Norte 572. O Sul foi a única região com saldo negativo, perdendo 3.188 postos, principalmente em atividades ligadas ao cultivo de maçã e ao processamento de fumo.
Ao todo, 21 das 27 unidades da Federação tiveram saldo positivo.
Pequenos municípios
Municípios de pequeno porte concentraram 50,9% das admissões, com 124.074 contratações. Os médios responderam por 34,6% e os grandes, por 14,5%.
No primeiro semestre, o agro acumulou 90,2 mil novos postos, equivalentes a 9,8% das vagas formais criadas no país. Em 2025, a participação havia sido de 14,8%, indicando desaceleração da contribuição do setor para o emprego formal.