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Programa busca apoiar mães universitárias e reduzir evasão acadêmica

Conciliar maternidade e vida acadêmica ainda é um desafio para muitas mulheres. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 47,5% das mães universitárias brasileiras já precisaram trancar ou abandonar o curso em algum momento devido às dificuldades impostas pela maternidade.

Para enfrentar esse cenário, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a Lei nº 11.188/2026, que cria o Programa de Apoio à Maternidade nas Instituições de Ensino Superior. A iniciativa incentiva universidades e faculdades a adotarem políticas de acolhimento para gestantes, puérperas e mães de estudantes da graduação e pós-graduação.

A estudante Juliana Araújo, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), vivenciou esses desafios ao engravidar durante a graduação. Durante a gestação, enfrentou dificuldades com deslocamento, limitações físicas e necessidade de abandonar algumas disciplinas. Após o nascimento da filha, conseguiu continuar os estudos com apoio da família, da universidade e do ensino remoto durante a pandemia.

Para a professora Priscila Monteiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), muitas instituições ainda não possuem estrutura adequada para atender estudantes mães. Segundo ela, medidas como flexibilização acadêmica, orientação sobre direitos, redes de apoio e auxílio financeiro são fundamentais para reduzir a evasão.

A nova lei busca garantir que as mulheres não precisem escolher entre a maternidade e a formação acadêmica, fortalecendo a permanência e a conclusão dos estudos.

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