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Programa busca ampliar investimentos privados na cultura da Baixada Fluminense

A Baixada Fluminense reúne músicos, atores, escritores, artistas visuais, artesãos, produtores culturais, coletivos e organizações, mas ainda recebe uma pequena parcela dos investimentos destinados à cultura no Estado do Rio de Janeiro.

Levantamento do programa Descentraliza, com base em dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), mostra que menos de 1% dos recursos da Lei Rouanet captados no estado em 2024 e 2025 foram destinados a projetos apresentados por proponentes da Baixada Fluminense.

O cenário reflete uma desigualdade histórica. Embora grandes empresas mantenham unidades e operações na região, a maior parte dos patrocínios culturais continua concentrada em projetos realizados na capital.

Para ajudar a mudar essa realidade, o produtor cultural Diego Lacerda criou o Descentraliza, programa que já reúne cerca de 150 artistas, produtores, coletivos e organizações culturais da Baixada.

“O Descentraliza foi criado para reduzir uma desigualdade que existe quando comparamos o investimento privado na cultura entre a Baixada Fluminense e a capital”, afirma Diego Lacerda.

Segundo ele, a região possui profissionais qualificados para desenvolver projetos culturais, mas enfrenta dificuldades para acessar empresas interessadas em apoiá-los.

O programa surgiu a partir da experiência do projeto Baixada no Centro, criado para ampliar a presença de artistas da região nos espaços culturais do Centro do Rio. Uma das iniciativas foi uma exposição no Palácio Tiradentes, reunindo obras de artistas da Baixada. A experiência motivou a criação de uma rede voltada à aproximação entre produtores culturais e empresas.

Em parceria com o Perifa Rio, o Descentraliza mapeia artistas e organizações culturais, divulga oportunidades e oferece orientação gratuita aos participantes por meio de um grupo oficial no WhatsApp.

A proposta também apresenta formas simples de participação para empresas, sem a necessidade de grandes patrocínios. Entre elas estão a compra de artesanato e produtos criativos para brindes e eventos, a aquisição ou exposição de obras de artistas locais em espaços corporativos e o licenciamento de trabalhos artísticos para materiais institucionais.

Além de fortalecer o vínculo das empresas com as comunidades onde atuam, essas iniciativas contribuem para gerar renda, ampliar a visibilidade dos artistas e estimular a economia criativa da Baixada Fluminense.

Empresas interessadas podem entrar em contato pelo Instagram @baixadanocentro ou pelo e-mail baixadanocentro@gmail.com..

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