O Rio de Janeiro permanece na liderança nacional em roubos de veículos quando considerada a proporção da frota. Apesar da redução de 21% nos casos em 2025, o estado registrou 305,3 roubos para cada 100 mil veículos, índice quase quatro vezes superior à média brasileira, de 80,9, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Foram registrados 305,3 roubos para cada 100 mil veículos emplacados, quase quatro vezes a média nacional, de 80,9 casos. São Paulo, que possui a maior frota do país, teve taxa de 70,8 roubos por 100 mil veículos. Pernambuco (299,3) e Paraíba (245) aparecem na sequência.
O levantamento também mostra que o Rio foi o único estado a registrar aumento nos roubos de celulares em 2025. Enquanto o país teve queda de 18,6%, o estado apresentou alta de 19,4%. Considerando roubos e furtos, apenas Rio e Paraíba registraram crescimento, sendo de 22,7% no território fluminense.
O Rio também esteve entre os sete estados onde cresceram as mortes violentas intencionais, com alta de 2,1%. O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes por intervenção policial e policiais assassinados.
Segundo o FBSP, a Operação Contenção, realizada no Complexo da Penha em outubro de 2024, influenciou esse resultado. A ação terminou com 122 mortos, incluindo cinco policiais, e foi apontada como a operação policial mais letal já registrada no país. Das vítimas, 117 morreram em decorrência de intervenção policial, o equivalente a 15% de todas as mortes por essa causa no estado em 2025.
O anuário aponta ainda que uma em cada cinco mortes violentas no Rio foi provocada por intervenção policial. O estado também liderou o país em mortes de policiais: foram 51 agentes assassinados em 2025, alta de 82,1% em relação ao ano anterior.
Entre os indicadores positivos, os latrocínios caíram 22,2%, acima da redução nacional de 16,5%, e os roubos de carga diminuíram 9,4%.
Os feminicídios permaneceram em patamar elevado, passando de 107 casos em 2024 para 105 em 2025. Segundo o Fórum, o principal desafio é fortalecer a estrutura e os recursos para garantir proteção efetiva às mulheres vítimas de violência.
Por Redação