Além de responder a ataques, o Irã afirma que a reabertura de Ormuz dependerá de acordo sob suas condições
O Irã ameaçou responder a novos ataques dos EUA e afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz dependerá de acordo com Teerã, em meio à escalada militar no Golfo Pérsico e à deterioração do Memorando de Entendimento firmado em junho entre os dois países.
De acordo com a HispánTV, o alerta foi feito nesta quinta-feira (9), pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, após dois dias consecutivos de ataques dos Estados Unidos contra alvos no sul do Irã. A escalada ocorre em um momento de forte tensão regional, com relatos de novas ofensivas americanas e respostas militares iranianas contra instalações dos EUA no Golfo.
Em publicação na rede social X, Qalibaf afirmou que Washington não compreendeu as consequências de sua postura diante de Teerã. Segundo a HispánTV, o dirigente iraniano escreveu que os Estados Unidos “ainda não aprenderam que a arrogância e o descumprimento de compromissos não ficam mais impunes”.
Na mesma mensagem, o presidente do Parlamento elevou o tom contra qualquer nova ação militar americana. “Digo claramente: ataquem e receberão o que merecem. Não se debatam em vão, pois afundarão ainda mais”, declarou Qalibaf.
A fala amplia a pressão política interna no Irã por uma resposta dura aos bombardeios atribuídos aos Estados Unidos. Segundo a reportagem, os ataques recentes atingiram instalações no sul iraniano e deixaram oito militares mortos na quarta-feira e um guarda morto na quinta-feira. O governo iraniano também apresentou uma queixa formal ao Conselho de Segurança da ONU.
Ormuz no centro da crise
Qalibaf também vinculou a reabertura do Estreito de Ormuz às condições definidas pelo Irã. A passagem é uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo para o transporte de petróleo e gás, e sua instabilidade tem impacto direto sobre os mercados globais de energia.
“O Estreito de Ormuz só será reaberto por meio de acordos com o Irã, e não por meio de ameaças dos EUA”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano.
A declaração reforça a posição de Teerã de que a segurança da navegação no estreito não será restabelecida sob pressão militar americana. Segundo a versão iraniana, os ataques dos Estados Unidos violam o Memorando de Entendimento firmado em meados de junho, especialmente a cláusula que previa medidas para preparar a passagem segura de navios mercantes por 60 dias, sem custos, além de ações de desminagem em até 30 dias.
Por 247