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PREFEITURA DESISTE DE DESAPROPRIAR MOINHO FLUMINENSE, E IMÓVEL VOLTA AO SETOR PRIVADO

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), revogou na sexta-feira (4) a declaração de utilidade pública do Moinho Fluminense, localizado na Gamboa, zona portuária da cidade. A medida foi publicada no Diário Oficial e encerra o processo de desapropriação dos cinco prédios históricos iniciado em junho de 2023. As informações são de Berenice Seara/Tempo Real.

Na época, a desapropriação foi justificada pela demora na implantação de um projeto que garantisse a reocupação e preservação dos imóveis, considerados dos mais emblemáticos da região do Porto Maravilha. “É o típico caso de um imóvel importantíssimo para a cidade, e o setor privado fica segurando e especulando. O Moinho Fluminense é vital para revitalizar a área do Porto Maravilha”, declarou Paes na ocasião.

Com a revogação do inciso II do artigo 1º do Decreto 54.691/2024, os imóveis voltam oficialmente às mãos dos proprietários privados. O complexo arquitetônico, erguido em 1887, abrigou o maior moinho de trigo do país até 2015, quando as operações foram transferidas para a Baixada Fluminense. Desde então, o local teve dois donos. Primeiro, o fundo Vince Partners, que pretendia construir torres comerciais e transformar os antigos silos em um hotel boutique. Em 2019, o imóvel foi adquirido pela Autonomy Investimentos, que propôs um projeto misto, com uso residencial e comercial, e contratou um escritório de arquitetura de Nova York especializado em adaptar fábricas históricas.

por Quintino Gomes Freire – Diário do Rio

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