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O ESPETÁCULO “VIOLETA PARRA EM DEZ CANTOS” ESTREIA NO GLAUCIO GILL

Violeta Parra (1917-1967) é uma das vozes mais sensíveis e competentes que cantaram a história da América Latina. Muitas das composições da artista chilena são comprometidas com a luta dos oprimidos e contra a injustiça social, e foram gravadas por Mercedes Sosa, Elis Regina, Milton Nascimento, entre outros grandes nomes. A vida e obra da compositora, cantora, poeta, ceramista, bordadeira e artista plástica é tema do espetáculo “Violeta Parra em dez cantos”, que estreia, dia 3 de abril, no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, depois de sucesso em São Paulo.

 Com texto de Luís Alberto de Abreu, direção de Luiz Antônio Rocha, atuação de Rose Germano e direção musical de Aline Gonçalves, a peça é a segunda parte de uma trilogia concebida pela atriz e pelo diretor sobre mulheres latinas, iniciada com “Frida Kahlo, a deusa tehuana”, em cartaz desde 2014. A terceira produção vai homenagear uma brasileira.

“Para Aristóteles, o daimon é uma entidade que simbolizava virtude e sabedoria, a essência mais iluminada do ser humano, na qual o potencial está oculto. A função é nos fazer trilhar o caminho que a gente veio ao mundo para percorrer. Resolvi usar essa imagem para construir a trajetória de Violeta Parra, que supera tantas adversidades para alcançar seu grande propósito de vida”, conta o autor Luís Alberto de Abreu.

Nascida de uma família com poucos recursos econômicos, Violeta foi uma autodidata, cantora e tocadora de violão desde os nove anos. Abraçou a carreira musical definitivamente aos 15, e foi uma das importantes pesquisadoras de ritmos, danças e canções populares chilenas, chegando a catalogar cerca de 3 mil canções tradicionais. A atriz Rose Germano nasceu na Paraíba, num lugarejo chamado Riacho do Meio e traz toda a força e a luta das mulheres nordestinas. As duas histórias se entrelaçam, traçando paralelos entre a vida da atriz e da artista chilena, e aborda temas como a valorização dos povos oriundos de outras culturas, a difusão da cultura latina, a vida, o amor e a morte.

“Violeta Parra, a ‘peregrina que não cabia dentro de si’, teceu o próprio destino com a sua capacidade de criar, interagir e compilar a sua cultura para dar voz aos esquecidos”, lembra Rose Germano.

O espetáculo vai de 3 a 25 de abril, sempre às quintas e sextas-feiras, às 20h.

Os ingressos custam R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia-entrada).

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