O seu canal de Noticias

IPHAN AFIRMA DEMOLIÇÃO DE CASARÃO HISTÓRICO DE MAGÉ É ILEGAL

Um elo importante da história de Magé, município da Baixada Fluminense, foi transformado em montanhas de escombros. Um casarão, que data do século XVIII, segundo pesquisadores, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo munícipio, foi demolido com retroescavadeira, sem explicação alguma.

O arruinamento do patrimônio histórico fluminense foi repercutido pelo colunista do DIÁRIO DO RIO e museólogo, Rafael Azevedo, em artigo publicado no dia 23 de fevereiro, com informações exclusivas.

Na ocasião, o museólogo lamentou a perda de um símbolo da história colonial de Magé, com derrubada do casarão da Fazenda Magepe-mirim, à beira do Rio Magepe. Na região, foram realizadas as primeiras ocupações da cidade.

Segundo o pesquisador, uma das causas para tamanha devastação é a falta dos recursos para a preservação de um patrimônio tão antigo quanto a edificação destruída.

Para Rafael Azevedo é preciso “refletir sobre isso e buscar soluções para que haja um fundo, uma fonte de recurso permanente para bens em situação de risco, de modo que esses patrimônios possam ser preservados”, disse ele no artigo.

Ao longo do tempo, o casarão foi sendo usado para fins diversos. Na década de 1970, no local funcionou a Casa de Saúde Nossa Senhora da Piedade, que ganhou um anexo e foi fechada no início dos anos de 1990.

Em 2020, a prefeitura de Magé deu início a uma reforma no anexo do antigo hospital. O casarão histórico, no entanto, ficou entregue ao abandono.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.