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IMPOPULARIDADE DE LULA É RESPONSABILIDADE DE TODOS OS MINISTROS, DIZ CHEFE DA SECOM

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom),Sidônio Palmeira, afirmou que todas as áreas do governo são responsáveis pela baixa popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após um evento coordenado por ele para promover as ações do governo, na quinta-feira (3), Sidônio negou que a cerimônia tivesse como objetivo alavancar os índices de aprovação do presidente, em queda nos últimos meses. Segundo ele, a responsabilidade por isso é compartilhada.

“Não tem nada de eu me isentar de impopularidade. Zero. Acho que impopularidade é responsabilidade de todos os ministros, de todas as áreas: política, gestão, comunicação, todo mundo. E que isso já vem de algum período ou de agora”, disse.

Entretanto, na avaliação do ministro, não cabe a ele fazer avaliações sobre os motivos da queda na aprovação de Lula ou realizar prognóstico em relação a isso.

“Eu estou ministro para informar todas as ações do governo para a população e  que ela pode utilizar disso. Quanto à opinião da população sobre o governo, se acha isso ou diz aquilo, não é questão da gente ficar definindo. O meu trabalho é informar. Se todo mundo estiver bem informado, acho que estou cumprindo o meu trabalho”, declarou.

Sidônio pediu, ainda, “ajuda” da imprensa para divulgar à população as realizações do governo federal e criticou os jornalistas por tratarem da popularidade do presidente: “A gente fez aqui um ato importante de falar das ações do governo e deveria concentrar nisso, e vocês estão preocupados com impopularidade”.

O evento

Com o slogan “Brasil dando a volta por cima”, o evento desta quinta-feira adotou um tom de campanha eleitoral, com shows de luzes, câmeras por todo o ambiente e um palco onde apresentadoras e “entrevistas” exaltaram o presidente e ações criadas ainda nos primeiros governos petistas.

Até mesmo duas poesias com balanço de números do Executivo foram lidas por um poeta durante o ato. Ao longo do evento, vídeos publicitários sobre programas federais foram exibidos com tom de horário eleitoral – nesses momentos, houve pequenas falhas técnicas, como cortes bruscos e áudio nem sempre sincronizado.

Durante a apresentação dos vídeos e no discurso de Lula, houve um revezamento entre a exaltação dos resultados de ações implantadas pelo Executivo ao longo de dois anos e críticas à gestão de Jair Bolsonaro (PL). O petista disse que, ao retornar ao poder, encontrou o “país em ruínas”. “Minhas amigas e meus amigos, quando cheguei pela terceira vez à presidência, a sensação que tive foi a de uma pessoa que volta para casa depois de muito tempo, em vez da casa, só encontra ruínas. Foi a mesma sensação de um trabalhador rural que volta ao campo para plantar e só encontra a terra arrasada. O Brasil era uma casa em ruínas, uma terra arrasada”, disse.

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