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CHINA LAMENTA SAÍDA DO PANAMÁ DA ROTA DA SEDA APÓS PRESSÃO ESTADUNIDENSE

O Panamá foi o primeiro país da América Central a aderir à BRI, em 2017

A decisão do Panamá de se retirar da Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI, na sigla em inglês), após pressões dos Estados Unidos, gerou reações na China, que lamentou o movimento do país centro-americano. A informação foi divulgada pelo portal Caixin, que destacou o contexto geopolítico da decisão e seus impactos na relação entre Pequim e a América Latina.

O Panamá foi o primeiro país da América Central a aderir à BRI, em 2017, durante o governo de Juan Carlos Varela, após estabelecer relações diplomáticas formais com a China e romper laços com Taiwan. O projeto previa investimentos estratégicos em infraestrutura, como portos, ferrovias e telecomunicações, reforçando a presença chinesa na região. No entanto, sob o atual governo panamenho, liderado por Laurentino Cortizo, a pressão norte-americana se intensificou, levando à saída do país da iniciativa.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China expressou preocupação com a decisão, afirmando que a cooperação entre os dois países na BRI já havia trazido benefícios concretos ao Panamá. “A China sempre acreditou que a cooperação internacional deve ser baseada no respeito mútuo e no benefício compartilhado”, declarou. Pequim vê a retirada panamenha como um reflexo da crescente influência dos Estados Unidos sobre seus parceiros na América Latina.

Autoridades dos EUA, por sua vez, têm demonstrado oposição crescente à presença chinesa na região, argumentando que projetos ligados à BRI podem aumentar a dependência econômica dos países participantes em relação à China e comprometer sua soberania. O governo de Joe Biden intensificou a pressão sobre países latino-americanos para reconsiderarem acordos com Pequim, especialmente em setores estratégicos como infraestrutura digital e energia.

A retirada do Panamá da BRI representa uma mudança significativa na dinâmica regional e pode influenciar outros países a reavaliar sua participação na iniciativa chinesa. No entanto, especialistas apontam que a China continuará buscando formas de manter e expandir sua influência na América Latina, seja por meio de investimentos bilaterais ou de novos acordos comerciais.

O caso do Panamá ilustra a disputa geopolítica em curso entre China e Estados Unidos pelo domínio de áreas estratégicas no hemisfério ocidental. Com um dos canais marítimos mais importantes do mundo, o país centro-americano segue sendo um ponto chave no tabuleiro da política global, e sua decisão de se afastar da BRI pode ter desdobramentos de longo prazo na relação sino-panamenha.

Por Brasil 247

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