A Polícia Federal de Nova Iguaçu instaurou um inquérito para apurar a origem dos R$ 117 mil e US$ 15 em espécie apreendidos no carro do prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira.
Ele alegou que, por também atuar como comerciante, volta e meia circula com dinheiro em espécie. Vieira tem uma empresa familiar no ramo de automóveis.
À polícia, Vieira disse ainda que não faz transferências bancárias, e que o dinheiro era para pagamentos. O parlamentar falou que o valor foi declarado à Receita Federal.
“Antes de ser prefeito, eu sou comerciante. Nós temos aí na família um comércio de veículos. A gente faz muito negócio, e na maioria das vezes é em sistema bancário, mas às vezes é em espécie. A gente tinha programado para fazer o pagamento de serviços, de comerciantes e também de negócios de carros”, pontuou Vieira.
O montante segue retido. Segundo a PF, se a procedência dos valores for confirmada, os valores serão devolvidos ao prefeito.
Placa da Alerj
Nesta terça-feira (25), Veira foi levado para a delegacia depois de ser parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Dutra usando um carro com placa da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj) e com mais de R$ 100 mil em dinheiro.
Segundo a PRF, Vieira estava dirigindo um carro alugado com uma placa reservada da Alerj sobre a placa original do carro.
Ainda segundo os policiais, o prefeito alegou que o carro estava em processo de regularização para o uso da placa da Alerj, mas não apresentou nenhum documento que pudesse confirmar isso.
Questionado pelo RJ1 nesta sexta, Léo Vieira afirmou que o veículo oficial ainda não foi requisitado pela Alerj, e que quando obtiver outro carro vai devolver à Assembleia.
“É uma coisa administrativa, eu não cometi nenhum crime utilizando o carro”, afirmou Vieira.
A Alerj disse apenas que a concessão e o controle de placas reservadas é atribuição do gabinete da segurança institucional do governo do estado.
Já o governo do estado disse que o gabinete de segurança institucional autoriza a vinculação da placa reservada a um veículo, desde que os requisitos legais sejam cumpridos. Mas que a responsabilidade pelo uso da placa é do órgão solicitante.
por Lucas Madureira – G1