Milagre até o Papa explica…
Rapaz… o carioca é uma figura. Bastou a Argentina começar a jogar um bolão que apareceu logo um especialista na esquina.
— Tá vendo? Isso aí é o Papa.
— Que Papa?
— O argentino! Tá dando aquela força lá de cima.
E a conversa foi longe. Teve um dizendo que Messi já entrou em campo com três anjos marcando o meio-campo. Outro jurou que a bola desviava sozinha. Já teve até quem perguntasse se o VAR agora tinha ligação direta com o Vaticano.
Carioca, quando não aceita uma derrota, inventa uma explicação que nem roteirista de novela consegue imaginar. Mas também tem o outro lado. Tem muito brasileiro que acabou torcendo pela Argentina. Não por rivalidade, nem por política. Simplesmente porque gosta de futebol.
E convenhamos… Quando o Messi resolve jogar, até quem prometeu torcer contra acaba soltando um “esse baixinho joga demais” escondido, olhando pros lados pra ver se ninguém ouviu.
No botequim vale tudo. Tem flamenguista torcendo pela Argentina. Vascaíno dizendo que o Messi nasceu impedido. Botafoguense afirmando que o Papa só atende pedido argentino. E tricolor explicando que aquilo tudo é posse de bola abençoada.
No fim das contas, o futebol tem dessas coisas. Noventa minutos são suficientes para transformar qualquer cientista em supersticioso. Porque quando a bola entra… Sempre aparece alguém dizendo que foi milagre.
E, no Rio de Janeiro, milagre também entra na resenha.