Operação fecha fábrica clandestina de óleo lubrificante falsificado e prende sete pessoas

Uma ação integrada desarticulou, na quarta-feira (22), uma organização criminosa especializada na fabricação, envase e comercialização de óleo lubrificante e graxa falsificados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A iniciativa fez parte do cronograma contínuo da Operação Foco, coordenada diretamente pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), atuando em perfeita sintonia e cooperação com a Delegacia Fazendária (Delfaz) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e fiscais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A investida policial resultou na prisão em flagrante de sete pessoas e no imediato encerramento das atividades de uma grande fábrica clandestina. De acordo com as investigações preliminares, a estrutura ilegal movimentava mais de R$ 1 milhão por mês no mercado informal. Todos os detidos foram encaminhados à sede da Delegacia Fazendária, situada no complexo da Cidade da Polícia, onde foram autuados e permaneceram à disposição da Justiça.
Conforme detalhado pela Polícia Civil, o galpão possuía capacidade de armazenamento de até 120 mil litros de insumos distribuídos em quatro grandes tanques industriais, operando completamente à margem da lei e sem qualquer licença ambiental dos órgãos competentes. Durante as buscas, as equipes de fiscalização identificaram indícios claros de que óleo lubrificante usado ou contaminado era reaproveitado clandestinamente e submetido a um processo de clarificação química para simular a cor e a textura de um produto novo.
Além do reprocessamento do material, as investigações revelaram que os rótulos eram confeccionados na própria instalação, imitando com alto grau de fidelidade marcas renomadas do setor automotivo. Os agentes também apreenderam mercadorias estampadas com marca própria vinculada a um CNPJ inexistente, além de milhares de tambores, galões e embalagens plásticas prontas para o consumo. Nenhuma nota fiscal de compra ou venda foi localizada, e a origem da matéria-prima segue em apuração.
Os órgãos fiscalizadores alertam que a fraude causava sérios prejuízos aos motoristas, pois o óleo sem controle de qualidade e sem homologação pode causar danos irreversíveis aos motores. A Operação Foco reforçou que a intervenção faz parte da estratégia contínua de combate ao crime organizado, à sonegação fiscal e ao comércio irregular no Rio de Janeiro.

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