Lula defende fim das bets e cita bancada no Congresso

Presidente afirma que setor deve acabar se não demonstrar razão social para continuar operando no país e ressalta que a sociedade não pode ser desestruturada por uma atividade que pode ser controlada 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que as plataformas de apostas online podem deixar de operar no Brasil caso não seja apresentada uma justificativa social para a continuidade da atividade. Lula também antecipou uma disputa política no Congresso Nacional e disse ter conhecimento da existência de uma “bancada das bets” no Legislativo.Play Video

Ao tratar do futuro das casas de apostas, o presidente deixou claro que, por sua vontade, o setor não deveria continuar funcionando sem demonstrar uma função social. “Se ninguém me mostrar uma razão social dessas bets continuarem, nós temos que acabar com elas”, afirmou Lula durante entrevista concedida nesta sexta-feira (14) às entrevistadoras Déia Freitas, do canal Não Inviabilize, e ao podcast As Cunhãs. 

Lula cita “bancada das bets” no Congresso

O presidente reconheceu que uma tentativa de avançar contra as casas de apostas deverá encontrar resistência no Congresso. Segundo Lula, existe uma bancada parlamentar ligada ao tema, mas o governo terá de enfrentar a disputa.

“Eu sei que tem bancada das bets no Congresso. Mas é uma briga que nós vamos ter que fazer porque a sociedade não pode ser desestruturada por conta de uma coisa que a gente pode controlar”, declarou.

Presidente cobra “razão social” para manter apostas

O argumento central apresentado por Lula é que a continuidade das bets precisa ser justificada por uma função social. Caso não seja convencido de que essa razão existe, o presidente defende que as plataformas deixem de operar.

A posição manifestada nesta sexta-feira (14) combina, portanto, dois elementos: o questionamento sobre a permanência das apostas online no país e o reconhecimento de que uma iniciativa para restringir ou encerrar a atividade enfrentaria oposição dentro do Congresso.

Ao afirmar que a sociedade não pode ser “desestruturada” por uma atividade que, segundo ele, pode ser controlada, Lula também indicou que considera necessária uma atuação do poder público sobre o tema.

Embate político entra no horizonte

Embora tenha defendido o fim das bets caso não seja demonstrada uma razão social para sua continuidade, Lula não detalhou, nas declarações divulgadas, quais medidas o governo poderia adotar nem apresentou um cronograma para uma eventual iniciativa.

O presidente concentrou sua manifestação na necessidade de enfrentar politicamente a questão e reconheceu antecipadamente a resistência que poderá encontrar no Legislativo.

A declaração sobre a “bancada das bets” reforça justamente essa dimensão do debate: para Lula, uma eventual ofensiva contra o setor não dependerá apenas da posição do Executivo, mas envolverá uma disputa política no Congresso Nacional.

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