Lula conta o que fez pela educação — e que a Globo não quis ouvir

Após sabatina no Jornal Nacional, presidente afirma que seus governos ampliaram ensino integral, Institutos Federais, acesso à universidade e permanência escolar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para detalhar uma série de ações de seus governos na educação após afirmar que o tema teve pouco espaço na sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, realizada na noite de quinta-feira (27).

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Em publicação no X, Lula disse que a conversa sobre educação durante a entrevista “foi mais curta” do que gostaria. O presidente afirmou que, desde a Proclamação da República, nenhum governo implementou tantas políticas de inclusão social quanto os seus.

“Ontem a conversa sobre educação na entrevista à TV Globo foi mais curta do que eu gostaria. Eu falei que se você pesquisar desde a Proclamação da República até o dia de hoje não vai encontrar um governo que fez a quantidade de políticas de inclusão social que nós fizemos”, escreveu.

Lula afirmou ter “consciência” das conquistas acumuladas no país e passou a listar medidas adotadas principalmente na área educacional. Entre os pontos destacados, citou a criação de 1,8 milhão de vagas de ensino integral desde 2023 e defendeu a universalização da modalidade em um eventual próximo mandato.

Para o presidente, a ampliação do ensino integral vai além da permanência dos estudantes na escola por mais tempo. “É a chance de as crianças terem esporte, arte, cultura e aprenderem desde cedo a respeitar as mulheres e o meio ambiente. É mais convívio social. Menos telas. É segurança para mães e pais que estão no trabalho”, afirmou.

Outro eixo citado por Lula foi a expansão da educação profissional e tecnológica. Ele lembrou que o governo anunciou 111 novos Institutos Federais no terceiro mandato. Segundo o presidente, dos 802 institutos que o Brasil terá, 626 serão resultado dos mandatos de Lula e Dilma Rousseff.

“Qualificar e descentralizar o estudo técnico gera oportunidades em todo o país”, escreveu.

Lula também mencionou o Pé-de-Meia, programa voltado à permanência de estudantes no ensino médio. De acordo com o presidente, a iniciativa chegou a 7,3 milhões de adolescentes. Ele afirmou ainda que, entre 2022 e 2025, a taxa de abandono escolar no ensino médio caiu 61%, atingindo o menor nível já registrado.

“A evasão escolar é a menor já registrada. Concluir os estudos amplia a chance de conquistar empregos mais bem remunerados na vida profissional”, disse.

Na sequência, o presidente relacionou a expansão da educação superior ao desenvolvimento econômico e à soberania nacional. Segundo Lula, o Brasil passou de 5 milhões de pessoas com diploma universitário em 2003 para 25 milhões atualmente. A meta, afirmou, é chegar a 50 milhões.

“A qualificação no ensino superior abre portas, carreiras e nos torna mais soberanos, capazes de propor soluções nossas em áreas como terras raras e inteligência artificial, por exemplo”, declarou.

O presidente também citou avanços em indicadores nacionais. Segundo ele, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) alcançou “o melhor resultado da história”. Lula afirmou ainda que o país chegou ao menor índice de analfabetismo já registrado na população total: 4,9%.

Na publicação, Lula defendeu a política de renegociação das dívidas dos estados, que ele chamou de “juros por educação”. Pela proposta, os governos estaduais terão de investir em educação parte dos recursos economizados com a renegociação.

“Estamos renegociando as dívidas dos estados. Em contrapartida, eles terão que investir parte do valor que vão economizar em educação”, afirmou.

O presidente também destacou reajustes concedidos a professores e técnicos da rede pública federal, além da criação da primeira universidade do esporte e da primeira universidade indígena do país.

Entre as medidas recentes, Lula citou a restrição ao uso de celulares nas escolas. Segundo ele, a iniciativa tem contribuído para melhorar o aprendizado e o convívio entre crianças e adolescentes.

“Restrição do uso de celular nas escolas, que está melhorando o aprendizado e o convívio de nossas crianças e adolescentes”, escreveu.

Na área de conectividade, Lula afirmou que o percentual de escolas conectadas dentro do padrão adequado para fins didáticos passou de 44% para 74,5%. O presidente disse que o governo mantém o compromisso de universalizar o acesso.

A merenda escolar também foi mencionada como uma das prioridades retomadas pelo governo. Segundo Lula, o programa atende 40 milhões de estudantes em 146 mil escolas. Ele afirmou que, após seis anos de congelamento em gestões anteriores, houve aumento médio de 55% no valor por aluno.

“A merenda escolar voltou a ser prioridade”, disse.

Lula citou ainda o MEC Livros e o MEC Idiomas, programas que, de acordo com o presidente, permitem acesso gratuito a milhares de publicações e ao aprendizado de inglês e espanhol.

Ao concluir, o presidente reforçou a educação como investimento estratégico para o país e criticou o histórico de falta de prioridade ao setor.

“O caminho é longo, mas sempre reforço: educação não é gasto, é investimento. A pergunta que precisa ser feita sempre é: quanto custou ao país não investirem antes?”, afirmou.

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