A retomada das atividades do Congresso nesta semana ocorre sob desconfiança de líderes partidários sobre a capacidade de avançar nas votações. Com muitos parlamentares envolvidos nas articulações eleitorais, oposicionistas avaliam que o movimento em Brasília será insuficiente para garantir uma pauta extensa.
Entre governistas, a pressão é pela análise de projetos considerados prioritários, especialmente os relacionados à proteção das mulheres e ao fim da escala 6×1.
A vice-líder do PT na Câmara, deputada Maria do Rosário (RS), afirmou que a bancada pretende pressionar pela votação do projeto que trata da misoginia. Segundo ela, o adiamento da proposta demonstra falta de sensibilidade diante da violência contra mulheres, inclusive na internet.
Na oposição, o líder na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), disse que o Congresso estará “totalmente esvaziado” devido às eleições e que uma agenda mais ampla só deverá avançar depois do pleito. Ele não considera provável a votação do projeto sobre misoginia nesta semana, mas vê possibilidade de discussão do PLP dos Combustíveis.
No Senado, o líder da oposição, Izalci Lucas (PL-DF), também demonstrou ceticismo. Segundo ele, o fim da escala 6×1 não deve entrar em votação imediatamente.
O senador também avaliou que o projeto sobre minerais críticos e estratégicos não deve ser aprovado rapidamente, devido à falta de parlamentares em Brasília durante o período eleitoral.