O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está precisando de doadoras de leite humano. Todas as mães saudáveis, que tem excedente de leite materno podem se tonar doadoras, basta entrar em contato com a unidade e entrar para o cadastro regular da unidade. O BLH atende os bebês prematuros internados no setor Neonatal da unidade.
Cada bebê prematuro tem uma quantidade específica de leite prescrita pelo médico. A quantidade varia de acordo com o peso, o tamanho e a necessidade. Alguns tomam 1ml a cada três horas, outros 30ml a cada duas horas. A necessidade diária da unidade é em torno de 500ml de leite, podendo atender até seis bebês em todos os seus horários de mamada. O espaço oferece orientação, sala de apoio à amamentação, além de receptação, processamento, pasteurização, armazenamento e distribuição.
De acordo com a diretora do BLH da HMADP, Isabel Redigolo, o banco de leite do hospital precisa muito de novas doadoras, principalmente entre os meses de dezembro e março, quando o número diminui. “Hoje só conseguimos alimentar os prematuros de extremo baixo peso que estão internados na Neonatal do hospital. Nossa meta é alimentar todas as crianças que estão internadas. Temos capacidade para processar muito mais leite do que é feito hoje. Nossa média em janeiro foi de 16 litros. Doar é um ato de amor que pode salvar vidas. Cada gotinha de leite é uma gota de amor”, afirmou.
Mãe da Maria Eduarda, Wendy Barreto, tornou-se doadora duas semanas após o parto da filha. Sentiu a necessidade de doar porque jogava fora o excedente de leite. “Eu produzo muito, muito leite e acabava jogando fora, o que é um desperdício. Então pesquisei um banco de leite próximo a minha casa e fiquei surpresa quando soube que no Adão havia. Entrei em contato e logo vieram à minha casa, fiz os exames e hoje doo entre 10 e 12 frascos de 500ml por semana. Vou doar enquanto eu tiver leite”, afirmou.
Doadora pela quarta vez, Izamara Batista de Oliveira Nascimento, mãe de Maria Flor (6), Maria Luiza (4), José (2) e Izabel de dois meses, se tornou doadora logo após o parto da primeira filha, quando passou por uma situação bastante delicada, quando sua bebê foi direto para o centro cirúrgico e ficou internada na UTI.
“No meu primeiro parto tive uma experiência muito difícil com a Maria Flor. Ela nasceu e ficou internada na UTI. Eu vi o quanto foi difícil para mim e para outras mães retirar o leite. Eu falei que quando chegasse em casa com a minha filha nos meus braços, procuraria um banco de leite e faria doação. Eu queria alimentar outras vidas além da minha filha. Eu não doo o excesso. Eu faço questão de estimular para produzir e conseguir doar”, declarou.
Quem pode doar?
Mulheres saudáveis em qualquer fase da amamentação que não façam uso de medicamentos contraindicados ao ato, estão aptas a doar, inclusive menor de idade. Todo leite coletado é pasteurizado e passa por um rígido controle de qualidade, sendo direcionado à UTI Neonatal, dando mais qualidade de vida e evitando o uso de fórmulas pelos prematuros.