O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), lançou na manhã desta sexta-feira (4) sua pré-campanha à Presidência da República em 2026.
No mesmo evento, no Centro de Convenções de Salvador (BA), ele recebeu o título de cidadão baiano e sua esposa, Gracinha Caiado, foi anunciada como pré-candidata ao Senado por Goiás.
Estiveram presentes o vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, e os senadores Sergio Moro (União Brasil) e Vanderlan Cardoso (PSD), além do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União Brasil).
Mas o que mais chamou a atenção foram as ausências, como a do presidente do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e dos três ministros do governo Lula indicados pelo partido ao cargo: Celso Sabino (Turismo), Juscelino Filho (Comunicações) e Waldez Goes (Integração e do Desenvolvimento Regional).
Também não esteve presente o cantor sertanejo Gusttavo Lima. Caiado o queria como candidato a senador por Goiás em 2026. Depois o cantor se colocou como candidato a presidente. Mas, há duas semanas, declarou que não vai concorrer a nada, para se dedicar à carreira internacional.
Para 2026, Caiado não é nome de consenso no próprio partido, muito menos em toda direita. Muitos nomes do União Brasil dizem que ainda é cedo para definir o nome a ser apoiado para o Palácio do Planalto. Há aqueles que defendem apoiar um indicado de Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030.
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada quinta-feira (3), mostrou Caiado com 30% das intenções de voto contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual segundo turno.
Tentativa de se tornar mais conhecido
O governador goiano escolheu a capital baiana para o lançamento de seu nome à corrida presidencial para ampliar a presença no Nordeste, região historicamente favorável a Lula.
Caso consiga levar o nome até o período de registro de candidaturas, esta será a segunda disputa de Caiado pelo Palácio do Planalto. A primeira ocorreu há 36 anos, em 1989, quando Lula também concorreu.
Concorrendo pelo extinto PDN, Caiado ficou em décimo lugar no primeiro turno de 1989, com 488.872 votos (0,68%). A eleição foi vencida por Fernando Collor, do PRN, que também deixou de existir.
Assim como tem feito há meses, Caiado disse em entrevista coletiva na quinta-feira (3), na capital baiana, a pluralidade de concorrentes da direita. E reconheceu que o cenário pode mudar completamente até a campanha de 2026.
“A eleição vai ser dia 4 de outubro de 2026. Até lá muita coisa acontece. Na política, um dia é uma eternidade”, afirmou o governador goiano.
Ele disse que o fato de Bolsonaro se colocar como candidato, mesmo inelegível, não atrapalha a direita. E afirmou que o ex-presidente continua sendo “uma carta forte no jogo”. Para ele, a direita se uniram em um eventual segundo turno.
por O Tempo